quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Fotografia de 'A última ceia' faz sucesso na internet


Uma fotografia de alta definição do afresco de "A última ceia" de Leonardo da Vinci está fazendo sucesso na internet e já registrou mais de três milhões de visitas desde que foi publicada no site http://www.haltadefinizione.com/.

As pessoas voltaram a ver "A última ceia" em 1999, após uma restauração que durou 21 anos. No entanto, poucos privilegiados puderam contemplá-la, numa das paredes da Igreja Santa Maria delle Grazie, em Milão.

O espaço estreito não permite que mais de 20 pessoas entrem ao mesmo tempo. As pessoas precisam reservar uma visita meses antes. Por isso, cerca de 300 mil pessoas conseguem vê-la anualmente.

Além disso, os visitantes não podem ficar a menos de dois metros de distância da famosa imagem.

O site, inaugurado no último sábado, oferece uma grande oportunidade para as pessoas observarem uma das obras-primas do artista renascentista.

A iniciativa de publicar uma imagem da obra no site é da editora De Agostini e da sociedade Hal9000, líder mundial no setor da fotografia de alta definição, com o patrocínio do Ministério de Bens culturais.

A qualidade da fotografia - 16 bilhões de pixels - permite que os internautas possam ver todos os detalhes da imagem de Da Vinci.

A obra ainda desperta paixões e a possibilidade de investigar cada detalhe a torna ainda mais fascinante. A imagem foi considerada enigmática em romances como "O código da Vinci".

Com a possibilidade de chegar tão perto da obra, as pessoas conseguem observar detalhes como um pequeno campanário - de menos de dois centímetros - que se vê da janela atrás de Jesus.

Os objetos que estão na mesa também podem ser vistos claramente, entre eles, copos com vinho e alguns pedaços de laranja num prato em frente a São Mateus.

Além disso, com um pouco de atenção, o internauta pode ver os detalhes do manto de Judas. Da Vinci pintou pequenos bordados dourados somente na roupa dele.

As pequenas rachaduras da pintura do renascentista, causadas pelo tempo e também porque Da Vinci resolveu pintá-la "a seco", também podem ser observadas.

Esta obra do pintor foi restaurada sete vezes com técnicas diferentes. Para fixar a cor, utilizaram colas que, com o passar do tempo, escureceram o original, até torná-lo quase imperceptível.

A pintura sobreviveu ao bombardeio em Milão, em 1943, já que os habitantes da cidade sustentaram a parede com sacos de areia.

Além disso, o artista não sabia que passava um rio por baixo da igreja, o que umedecia a parede. Isso provocou a perda da cor apenas dez anos depois de Da Vinci ter acabado de pintá-la.